Depois da ceia, aquela azeitona não caiu tão bem.
No banheiro pode refletir toda a sua dieta, esvaziando os pensamentos e seu intestino.
Microconto #12
às 07:00 6 leram Tag Esculachei, Microcontos, momento gordinha
Microconto #11
Meu bem quer algum doce?
E assim, ao aceitar, morreu antes de saber o resultado do nível de sua diabetes.
às 07:00 12 leram Tag Esculachei, Microcontos, momento gordinha
Microconto #10
Acordava todos os dias as 7:00 da manhã.
Lembrava que estava desempregado, tomava um gole do seu vinho e sonhava com seu novo emprego.
às 07:00 7 leram Tag Microcontos
microconto #9
Escrevia poemas de amor em todo seu corpo, para alguém que nunca lhe tocou.
às 07:00 6 leram Tag Microcontos
Microconto #8
Perdi meu hímem.
Aquela vagabunda fugiu com outro homem.
às 08:00 8 leram Tag Esculachei, Microcontos
Dessa Cartola sai música
"Esquece nosso amor
Acontece que na década de 30 surgiu um grande músico na história brasileira.
De origem humilde, aos 15 anos largou os estudos e, enquanto trabalhava como pedreiro seu apelido surgiu por sempre estar com chapéu coco - para se proteger das gotas de cimento - nascia então Cartola!
Músicas com acordes bem arranjados (e bem difíceis também) fazem parte de sua discografia, embora tenha lançado (oficialmente) apenas 6 discos, todas as canções são pérolas, e mostram que a música é principalmente feita de coração, experiências e referências que necessariamente não precisa vir de escola, faculdades, cursos e MBA.
Para você que ficou curioso, recomendo baixar algumas músicas dele, que por acaso são as minhas favoritas!
O mundo é um moinho;
Alvorada (Essa na versão da Clara Nunes também é muito boa!);
Acontece;
Amor Proibido;
As rosas não falam (A mais conhecida);
Disfarça e chora;
Grande Deus;
A flor e o espinho.
Algumas destas canções estão neste link:
http://w15.easy-share.com/15744671.html
E tenham uma boa quarta-feira com Cartola!
às 11:18 8 leram Tag Indicações, Poesia, Sons
Compassos
Descalça andava. Em cada passo trocado seus pés levemente bagunçavam os finos grãos de areia.
No compasso da solidão continuava a andar.
Ao longe podia ver as marcas em seu jovem corpo. De perto cicatrizes de uma vida conturbada lhe cercavam.
Seu rosto sereno tranquilizou as águas, agora tocava o limite da areia com o mar.
O cheiro da maresia lhe sufocava e recepcionava, presentiu que ali era o fim.
Desespero. Uma onda lhe envolveu. Neste turbilhão o mar lhe soltou, sentiu areia em seu corpo.
No compasso da criação o mar lhe deu uma chance.
Ao longe uma silhueta repousando. De perto uma camada de pele sai e se renova.
Seu rosto sereno se tranquilizou, agora o mar lhe tirou o fardo e apagou as marcas e cicatrizes dessa vida conturbada que um dia lhe cercou.


