A filha do Coronel

"A filha do coronel", assim era conhecida por todos em sua cidadezinha.
Tinha 17 anos, vivia na cidade grande para terminar os estudos em um lugar bom, e ir para São Paulo estudar naquelas grandes e caras Universidades.

Costumava morar em um canto escondido no interior de Pernambuco, onde o sol aquecia e sempre deixava o mormaço. Seu pai o "Coronel", tinha esse nome, não por ser da polícia e sim por ser o prefeito. Todos ainda votavam neste ser, pelas histórias de que ele sabia tudo, inclusive o nome daqueles que não votaram nele. Até mesmo porque aquelas pessoas sumiam, sem explicação.
Mas era um sujeito porreta, bom que só! Instalou o primeiro posto de saúde na cidade, e sempre falava em progresso, progresso aqui, progresso ali.
E, mesmo sem ninguém entender o significado dessa palavra engraçada, todos imaginavam ser algo bom.

Passados alguns poucos anos, os planos da filha do coronel se concretizaram, estava na hora de partir para a grande cidade. Ao mesmo tempo uma tragédia, seu pai perdeu as eleições e o dinheiro ficou curto.
Mas somente para ajudar na próxima "festa da democracia", mais algumas pessoas desapareceram da cidadezinha, menos um adolescente que sobreviveu e testemunhou seus pais serem brutalmente levados.
Mesmo assim, ela pegou o avião. Voou para o seu destino, levando o último dinheiro e esperanças de sucesso.

Se acomodou em um mínusculo apartamento na Augusta, bem próximo a Universidade. Estudou muito, se formou, com louvor e, seduzida pela cidade resolveu ficar.
Tinha um bom emprego e por coincidência encontrou um rapaz que também havia nascido em sua cidade natal, sua história era muito comovente: era órfão e superou o fato de ter assistido praticamente a morte de seus pais, e começaram a namorar.

Em uma ligação soube que agora também era órfã. Seu pai fora assassinado, no discurso de posse, era a 4ª e última vez que se elegia.
Mesmo com todos os privilégios e honras de seu pai a polícia arcaica da cidadezinha não conseguia descobrir o paradeiro de quem ceifou a vida do Coronel.

Ficou durante um curto período o mistério deste homicídio. Curto, porque finalmente a polícia Paulistana prendeu o suspeito, diante dos seguintes fatos:

"Uma moça pernambucana suspeitou que seu namorado a traia, pois desapareceu por 3 dias. Quando o rapaz voltou estava descontrolada e com uma faca na mão, pois não conseguia falar para tirar uma satisfação de seu namorado. No momento, o rapaz, estava tão amedrontado implorando por sua vida que, em um engano, acabou por confessar ser o assassino de seu pai. Mas que se arrependeu, pois, depois, percebeu que realmente se apaixonou pela "filha do Coronel"."

5 leram:

Bia =D 9 de agosto de 2010 10:39  

Ok. Eu confesso. Às vezes tento te analisar através dos seus textos.

Gordinha 9 de agosto de 2010 11:02  

Mas e aí! Conseguiu tirar algo? hahahah! Ou eu sou mais doida do que vc imaginava?

Bjs!
=D

Felipe Carriço 9 de agosto de 2010 18:02  

O mundo dá voltas, hã?

Quem escreve tem múltiplas personalidades. Difícil é arrumar quem analise todas elas.

Moska de Bar 9 de agosto de 2010 18:02  

Muito bom isso aqui. Eu gosto da maneira que o enredo flui em busca de um lirismo certo no ponto final.
Beijos!

Barbara C 12 de agosto de 2010 15:47  

Que historia comovente.


bjs

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