Microconto #35

Sempre pensou em um modo de arrancá-la de sua vida. Mas nunca imaginou que alguém faria isso por ele, quando foi ao seu enterro.

Microconto #34

Nem se virando ao avesso, a velha prostituta, conseguiu encontrar em seu corpo algo que pudesse valer mais.

Excentricidade poética

O aço corta o céu plumbeo
E no chão o som do estúdio
Que exalta corpos
Tira o olor 
E o eco que aborta o ardor
Da batida pesada da vida
Em carregar o pesar do enluarar
E o sol sem pensar em retornar
Faltando força, na forca diante da poça
Da água que esbanja, a natureza que banca
E assim se derrete, sem festa, confete
Do céu que era limpo
Agora converte
O fel solidifica e o cheiro desce

 

Microconto #33

Ele partiu sem me dar a chance de dizer "Eu também..."

Microconto #32

A cama, desequilibrada fica ao sentir somente um corpo e, se lamenta quando chega a noite. 
Por outro, mais uma vez, sua dona foi abandonada.

O que há de errado?

O que há de errado comigo?
Meu amor estava contigo
Agora é inimigo
E dele me desvio

O que há de errado contigo?
Do meu corpo, quente, felino
Preferes de outro franzino
E deixa o meu a toa, vazio

O que há de errado conosco?
Paixão de chama quente
Agora só fumaça, latente
Jogado no terreno baldio

Pensamentos #8

Quinta-feira, véspera de feriado. 
E eu me sentindo um corno, no fim do dia.
Por ser o último que descobriria.

Que trabalharei no sábado.  

Microconto #31

Ao terminar seu romance com Marcos lembrou que não gostava tanto dele assim. Agora podia se recuperar daquelas velhas dores no joelho.

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