Pensamentos #4

Por que melhor sozinho do que mal acompanhado? Se já me disseram que minha companhia não é tão boa assim.

Microconto #15

Pronto! Largou suas lembranças e partiu em busca de novas. Pronto novamente! Deixou-as todas ao mundo.

Excentricidades

Ele
Enamorado
Embriagou
Excedeu
Esbravejou
Esqueceu

Ela
Eclética
Emancipada
Empapuçada
Enlouquecida
Entorpecida

Perdido no mundo das palavras

Achei melhor repostar todos os capitulos para o final ficar mais coerente, assim, quem não teve a oportunidade de ler todos poderá fazer agora e já com o capítulo final!


Capitulo 1

- Não, não era assim que eu queria começar com você, volta! Tá vai, me espera! Eu vou pensar em alguma coisa.
A folha em branco, um pouco enrugada, na máquina de escrever demonstrava desespero.
Um dia, pensativo e esquecido. Não conseguia soltar todas as palavras e palavrões que estava na cabeça.
Na sacada de sua casa, era possível ver seus cabelos que começavam a ficar grisalhos andando de um lado para outro na tentativa de tirar um folêgo de idéias para escrever.
-  Frustração, frustração, estação! Uma outra estação, frutas, não, não! Porra! Vou acender meu cigarro.




Capítulo 2

De repente a cabeça ficou muda, pensamentos, memórias, orgias surgiam mas não saiam, sentia que o encanto tanto cultivado em escrever e tirar os pensamentos do lugar mais extremo de seu cérebro, estava ausente.  
Saiu se debatendo pelas ruas. Por quê? Por que isso estava acontecendo logo com ele? Uma pessoa empenhada em suas leituras para sempre conseguir escrever mais e melhor.
Mas naquele momento nada era melhor do que uma noite de repouso, para talvez tudo voltar ao normal.
Acordou no dia seguinte e nada, tudo estava igual, nos outros outros dias também. Na semana seguinte resolveu ir ao psicólogo para tentar entender, será que havia desaprendido a escrever?



Capítulo 3

Infelizmente, não havia estudos a respeito e não se sabia de cura, quem sabe o tempo resolveria. Essa nem Freud explicou!
Saiu do consultório decepcionado. Seria nada sem sua escrita, como um passáro frustrado em não saber voar, a prostituta que sai nas ruas e nunca mais conseguiu clientes.
Chegou ao mais alto de sua sacada para ver se conseguia ao menos descrever o horizonte.
Uma folha em branco, caneta, mão: e nada.
Pensou em desenhar suas poesias, ou ao menos a paisagem de sua sacada: bloqueado. Não saia nem uma bolinha, triângulos, rabiscos, simplesmente sua mão ficava parada.



Capitulo 4


Foi procurar um dos escritores veteranos que conhecia, para desabafar, pegar uma segunda opinião. Achava não haver alguém que lhe entenderia melhor.
Explicou o fato e lhe mostrou a mão parada segurando a caneta, como um suícida que fica horas com a faca a mirar o pulso, e não tem sucesso.
Este escritor veterano, contou a outros, que contou a outros, que começaram com o tempo a
se desesperar e ter medo de acontecer o mesmo com eles.
E aconteceu. A todos.

Capítulo Final

Semanas se passaram, poetas, cronistas, contistas, em suicídios morriam um a um. O primeiro sobrevia na esperança de que voltaria a ter sua tão amada escrita. Anos se passam, parece não haver mais volta e, os cabelos ficavam mais brancos tamanha nervosidão.
Uma noite o sobrevivente, perturbado, saiu de sua casa e foi as ruas. No boteco que frequentava, embebedou-se, bradou, gritou o seu desespero, ficou rouco.
Se entregou à melancolia, abraçou prostitutas, quebrou garrafas, arranjou brigas.
Um policial chegou, deixou sua arma em cima da viatura. Deu-lhe a ordem de prisão, o revistou e num piscar olhos sua arma estava na mão do baderneiro.
Tinha o 38 na mira de sua própria cabeça. O policial tentou evitar, enfim percebeu que era um homem desesperado, mas ficou somente as tentativas.

O som forte da munição saindo e indo direto em seu cérebro, ecoou por quarteirões.
Nos últimos segundos de vida sentiu que seus pensamentos saíram de sua mente, e percebeu que provavelmente o mesmo aconteceu com todos os outros. Mas sentiu saber que com sua morte outros poetas, contistas, cronistas, poderiam surgir.


O sobrevivente se foi, mas libertou este narrador que vos conta esta história. Não, não foi nenhum vidente, médium, paranormal, que escreveu.

Eu sou a caneta, o papel e a memória de todos os escritores que se foram.



*Última foto foi utilizada do blog - grupodeatorestolerance.blogspot.com/

Perdido no mundo das palavras


Penúltimo Capítulo

Foi procurar um dos escritores veteranos que conhecia, para desabafar, pegar uma segunda opinião. Achava não haver alguém que lhe entenderia melhor.
Explicou o fato e lhe mostrou a mão parada segurando a caneta, como um suícida que fica horas com a faca a mirar o pulso, e não tem sucesso.
Este escritor veterano, contou a outros, que contou a outros, que começaram com o tempo a se desesperar e ter medo de acontecer o mesmo com eles.

E aconteceu. A todos.

Aguarde até amanhã para ver o desfecho da história...

Perdido no mundo das palavras


Capítulo 3

Infelizmente, não havia estudos a respeito e não se sabia de cura, quem sabe o tempo resolveria. Essa nem Freud explicou!
Saiu do consultório decepcionado. Seria nada sem sua escrita, como um passáro frustrado em não saber voar, a prostituta que sai nas ruas e nunca mais conseguiu clientes.
Chegou ao mais alto de sua sacada para ver se conseguia ao menos descrever o horizonte.
Uma folha em branco, caneta, mão: e nada.
Pensou em desenhar suas poesias, ou ao menos a paisagem de sua sacada: bloqueado. Não saia nem uma bolinha, triângulos, rabiscos, simplesmente sua mão ficava parada.

Continua...

Perdido no mundo das palavras


Capítulo 2

De repente a cabeça ficou muda, pensamentos, memórias, orgias surgiam mas não saiam, sentia que o encanto tanto cultivado em escrever e tirar os pensamentos do lugar mais extremo de seu cérebro, estava ausente.  
Saiu se debatendo pelas ruas. Por quê? Por que isso estava acontecendo logo com ele? Uma pessoa empenhada em suas leituras para sempre conseguir escrever mais e melhor.
Mas naquele momento nada era melhor do que uma noite de repouso, para talvez tudo voltar ao normal.
Acordou no dia seguinte e nada, tudo estava igual, nos outros outros dias também. Na semana seguinte resolveu ir ao psicólogo para tentar entender, será que havia desaprendido a escrever?

Continua...

Perdido no mundo das palavras

Em um momento de inspiração, nessa semana postarei um conto e por ser mais longo que o habitual dividi em capitulos que serão postados diariamente.

Capitulo 1

- Não, não era assim que eu queria começar com você, volta! Tá vai, me espera! Eu vou pensar em alguma coisa.
A folha em branco, um pouco enrugada, na máquina de escrever demonstrava desespero.
Um dia, pensativo e esquecido. Não conseguia soltar todas as palavras e palavrões que estava na cabeça.
Na sacada de sua casa, era possível ver seus cabelos que começavam a ficar grisalhos andando de um lado para outro na tentativa de tirar um folêgo de idéias para escrever.
-  Frustração, frustração, estação! Uma outra estação, frutas, não, não! Porra! Vou acender meu cigarro.

Continua...

Feche o portão

Quando a lua apontar no céu
Quero do teu corpo se aproximar
Para te sentir, te tocar

Quando o sol raiar
Quero sentir o cansaço de te amar
Para te afagar, e nos teus braços ficar

Quando a tarde chegar
Quero ouvir o barulho do portão fechar
Para não saber quando voltará a me beijar

Microconto #14

Aguardava de camisola a chegada do leiteiro.
Ouviu batidas na porta e ao abrir ficou frustrada: era seu marido disfarçado.

Soneto de um amor [À segunda Vista]

Conheceram-se na faculdade
E então começou a assiduidade
Troca de olhares
Troca de sabores

Conheceram-se melhor
E então começou um tremor
Bocas se tocaram
Corpos se falaram

E no infinito de almas 
Duas, finalmente, se encontraram
E constroem uma só 

O perdido foi achado 
O calado foi falado 
E o encanto de um “Te Amo” foi revelado

Pensamentos #3

Ficar desempregada é a mesma coisa que descubrirem que vc usa cueca samba canção, é confortavel (pra vc) mas é embaraçoso!

De tudo um pouco

 

De louca possessiva à Amélia sensitiva 
De mãe rendida à filha perdida
Da luxúria bandida à beata compulsiva

"Where there's smoke...


There's Arcade Fire"


Com esse trocadalho (que vi no twitter) começo este post sobre a banda.

Sim! Arcade Fire é uma banda canadense de Indie rock, que começou em 2003, seu primeiro álbum lançado em 2004 se chama Funeral e graças a ele, conseguiram chegar nas paradas da Billboard, e serem bem mais reconhecidos, para a alegria da gravadora.
Houve outros: The Arcade Fire e Neon Bible, ainda não ouvi todos para ser sincera, mas no último lançado "Neon Bible" é fácil encontrar músicas com harmonias pausadas como em atos de um teatro. Além da banda encaixar muitas sonoridades diferentes (xilofones, acordeões, harpas), mas que deu certo! E, claro, contém arranhões de guitarra e um contrabaixo bem marcado como na música "Ocean of noise". Ouça também "No cars go", eu diria que essa introdução me parece feita para a trilha sonora de algum filme!

Qualquer semelhança com a arte da capa do Silverchair é mera coincidência (assim espero)!

Afinal ouça todo o álbum! Foi feito para aqueles que também gostam de rock "meio termo", nada muito pesado, na medida certa para ouvidos sensíveis.
E graças ao Arcade Fire consegui me tirar um pouco da idéia de que em 2000 não houve novidades no mundo do rock, a diferença é que você têm que achá-las!

Para quem quiser baixar eu peguei desse blog aqui:

http://mesadebutecocorporation.blogspot.com/2007/01/arcade-fire-neon-bible-2007.html

E tenham uma boa quarta ao som de Arcade Fire!

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