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Ela nunca falava



Ela nunca falava
Só pensava

Até o dia em que me encarou
Parou, se ajeitou

Eu tolo aguardei
Um comentário: obrigada, te amo!

Mas nada saiu e muda continuou.


Toquei seus lábios
Encostei minha cabeça na dela.

Eu nunca mais falei
Só pensei

"Te" e "Me"

Quando me vejo, não sei o que pensar
Quando te vejo, só quero te beijar
Quando me sinto, não quero me tocar
Quando te sinto, não quero mais parar

Te mapeio com um olhar
Me anseio pra te encontrar
Te perturbo com lembranças
Me encho de esperanças

Nesses "te" e "me" é mais fácil dizer que te amo
Ao ponto de me esquecer
Do porquê de viver

Não escrevo.

Não escrevo para elogiarem, não escrevo para chamar a atenção, não escrevo para meu ego, não escrevo para o meu cérebro, não escrevo por cansaço, não escrevo por desabafo.

Não escrevo labirintos, nem tão pouco sucinto, não por criatividade, nem por necessidade, não escrevo doses de homeopatias, nem simpatias.

Não escrevo por prática, nem por perfeição, não escrevo por arte, nem por redenção, não escrevo por tentação, nem por profanação.


                                                Não escrevo o pecado e nem o perdão.

Cansada


Cansei de ser tão só
Na infeliz busca da felicidade
Um pesadelo de bons sonhos
Em busca da eternidade

Tentarei dificilmente seguir teus passos
Amar, viver, mesmo sem te ver
Para não cair novamente
Nesse poço de amargura

O tempo é meu inimigo
Pois depois do acontecido
Passa tão devagar
Ah! Não sei se vou aguentar


Se não tenho a imortalidade viva
Quem sabe a alcançarei
E perto de você descansarei
Para olharmos nosso eterno amor
E ter sempre seu calor

CH3CH2OH (Álcool Etílico)

Quando tudo se perde
Mas não é esquecido
Voz se cala
Emudecida

Quando tudo se esconde
Mas não é sentido
Mente na vala
Enlouquecida

A cachaça se esvala 
A cabeça que exala
A solidão que abala
E na arma, enfim
A bala

Excentricidade poética

O aço corta o céu plumbeo
E no chão o som do estúdio
Que exalta corpos
Tira o olor 
E o eco que aborta o ardor
Da batida pesada da vida
Em carregar o pesar do enluarar
E o sol sem pensar em retornar
Faltando força, na forca diante da poça
Da água que esbanja, a natureza que banca
E assim se derrete, sem festa, confete
Do céu que era limpo
Agora converte
O fel solidifica e o cheiro desce

 

O que há de errado?

O que há de errado comigo?
Meu amor estava contigo
Agora é inimigo
E dele me desvio

O que há de errado contigo?
Do meu corpo, quente, felino
Preferes de outro franzino
E deixa o meu a toa, vazio

O que há de errado conosco?
Paixão de chama quente
Agora só fumaça, latente
Jogado no terreno baldio

Maria

Maria era simples.
Passadeira, lavadeira
Esfregava as roupas no tanque, com uma força mutante.

Maria era amante.
Namoradeira, paqueradeira
Conquistava um amor relutante, com um olhar brilhante.

Maria era raivosa.
Encrenqueira, zombeteira
Chegava no bar de modo alarmente, e descia seu braço impactante.

Assim Maria vivia.
Arteira, brasileira
Se aproximou com o seu abc perseverante, roubando esse nosso instante.

[De]Cadência

 

O segredo do bamba é a decadência do amor 
Com notas de ré, emoção e dedilhado 
E em mãos cheias de dor,
Surge a cadência de um samba tão abençoado 


O segredo do bamba é a emoção e dedilhado
Com notas de ré um samba tão abençoado
E em mãos cheias de decadência do amor,
Surge a cadência de uma dor


* Na foto Cartola 

É o bastante

Eu não te quero por sexo
Eu te quero sedução
Eu não te quero por palavras
Eu te quero poesia

Não por educação
Sim gentileza
Não por aparência
Sim evidência

Não te quero por luta
Sim conquista
Não te quero lua
Sim sol

Brincar, olhar, me findar
                                        [No seu jogo de armar]
Seu corpo a me acariciar
Como uma tela a pincelar

Aprofanada

Tempo que consome Mundo que some
Da soma da vida
Subtração
vira

Fica então uma dívida
Da que se vai perdida
Tão querida 

Esquecida
Escrita

Aprofanada, roubada, calada
Parada.

De uma folha qualquer

De folha branca
Intocada
À uma mancha
focada
Cheia de escritas
traçada
Com identidade
contada

Eu sinto

Eu sinto


E, criei uma tela
Pensava em aquarela
Para imortalizá-la, bela

De repente me vi sentinela
Mirando o rosto de uma donzela

Então, descubri que não era aquela
Em cada pincelada, singela
Apagava o rosto dela

Eu faço

Tinha esse poema guardado e resolvi postá-lo, pois como todos puderam perceber estou um pouco distante daqui, infelizmente onde trabalho, não consigo atualizar...  e nem deixar comentários nos blogs que tanto gosto de ler.


Eu faço


Do lençol que usavamos fiz uma tela
As bordas com a madeira da cama em que descansou
Daquele amor, surrado, que um dia finalmente se esgotou

As tintas, das maquiagens que passou pelo teu pálido rosto
Usei para moldurar, as flores que cuidou com tanto gosto

Do teu espelho criei uma paleta, e ao misturar tirei mil cores em tons pastéis
Dos fios de cabelo espalhados, juntei e estão nos pincéis

Um quadro meu, que desejava fazer do seu eu, exclusivamente.
Tranquei com suas coisas pois, temi que não a tiraria mais de minha mente

    

Da poesia

Poesia de cisma
Poesia de rima
Cria

Poeta feito técnico
Poeta feito cético
Polia

O troféu tesouro
O troféu ouro
Queria

Palavra (des)ritimada
Palavra (des)rimada
Ousadia

Faltou vocabulário
Faltou dicionário
Sorria

Rima imã
Rima rima
Restaria

Vá morar com o Diabo


Vá morar com o Diabo
Lá é o seu lugar
Lá ele gosta de você
Lá ele vai te entender

Vá morar com o Diabo
Lá é o seu lugar
O lugar das luxurias
O lugar das vaidades




Vá morar com o Diabo
Lá é o seu lugar
Lá você pode iludir
Lá você pode mentir

Vá morar com o Diabo
Lá é o seu lugar
Nem vai ver diferença
Do inferno que fazia aqui

Excentricidades

Ele
Enamorado
Embriagou
Excedeu
Esbravejou
Esqueceu

Ela
Eclética
Emancipada
Empapuçada
Enlouquecida
Entorpecida

Feche o portão

Quando a lua apontar no céu
Quero do teu corpo se aproximar
Para te sentir, te tocar

Quando o sol raiar
Quero sentir o cansaço de te amar
Para te afagar, e nos teus braços ficar

Quando a tarde chegar
Quero ouvir o barulho do portão fechar
Para não saber quando voltará a me beijar

Soneto de um amor [À segunda Vista]

Conheceram-se na faculdade
E então começou a assiduidade
Troca de olhares
Troca de sabores

Conheceram-se melhor
E então começou um tremor
Bocas se tocaram
Corpos se falaram

E no infinito de almas 
Duas, finalmente, se encontraram
E constroem uma só 

O perdido foi achado 
O calado foi falado 
E o encanto de um “Te Amo” foi revelado

De tudo um pouco

 

De louca possessiva à Amélia sensitiva 
De mãe rendida à filha perdida
Da luxúria bandida à beata compulsiva

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