Rê Bordosa: A porralouca!

Esse lance de carnaval e toda a história de festa da carne e tals, me fez lembrar uma personagem que vive em ritmo de festa, só que ao estilo de Sexo, drogas e Rock'n roll.

O nome é Rê Bordosa, como a maioria deve conhecer é um personagem do Angeli (talvez ele seja a versão cartunista de Bukowski) que fez muito sucesso no fim dos anos 80...

Cara, eu gosto tanto dessa personagem que eu não sei bem como começar...

Eu falo do quê ?

Da escrotisse dela, da sujeira, de como ela surpreende a cada quadrinho e de como ela consegue fazer xixi de pé ?
Talvez poderia falar da sociedade com a fabrica de camisinhas, de como ela fica o tempo inteiro na banheira, de quando ela pega o garçom do bar quando não tem ninguém melhor pra ficar ?

Do orgulho que a mãe teria dela se ela fosse seu filho homem ?

É por essas e outras que eu recomendo a leitura de um pocket book que reuniu todas (eu disse TODAS) as tirinhas deste ser e do mundo de Rê bordosa a porralouca!
Eu já li!



Andarilha

Gente! Acho que vou desenterrar todos os meus poeminhas, gostei dessa brincadeira! Esse eu não me recordo há quanto tempo fiz e está no outro blog também.

Escala de subjetividade do poema de 1 a 10=10

Andarilha

Sou uma andarilha
Daquelas que tem tudo na vida
Tenho uma boa casa
Bons sapatos

Sou uma andarilha
Uma andarilha de sentimentos
Me falta amor
Ódio

As noites são escuras demais
Me falta calor
Som

Me falta aquele gostinho
Aquele gostinho de vida

Do pó eu vim
E ao pó voltarei
Voltarei.
Em uma noite plúmbea
De verão

Encolhida e atrofiada.
Uma autópsia.
E, oh ! Isso era um coração ?

Sem Sal, nem açucar

Esse poeminha eu escrevi no meu outro blog (que só eu tenho acesso rsrsrs ... ) em 02/06/2007. Mas não sei, deu vontade de postar ele aqui pra todo mundo ver os meus dotes literários! rsrsrs...

Sem Sal, nem açucar

Minha vida
Ah minha vida!
Ultimamente tão sem sal ...
Nem açucar

Ai ai ai!
Um sopro de vaidade
E tudo volta ao lugar
Alguma coisa pode mudar?

Amizades ...
Essas sim!
Me fazem conhecer a mim
Descubrir meus vícios ...
Minhas virtudes !

Um grito de amor!
O que eu procuro!
O que eu acho!
O que eu penso!

Ah ! Minha vida!
Compõe tudo o que eu quero
E não !
Tudo o que eu gosto
E não !

Sem sal, nem açucar
Mas muito bem vivida

Salve o equílibrio!
Mas antes salve as lúxurias,
A esbórnia,
A quietude!

A amplitude de tudo entre estar e não
Ultimamente sou e não sou
Estranho isso, não ?

As intermitências da morte


Depois de quase dois meses, consegui terminar de ler! Ás vezes eu me acho meio burra! Mas eu tenho uma desculpa, a de que não é possível ler este livro no ônibus, mêtro, ou qualquer lugar público.

Isso porque Saramago necessita de muita atenção aos detalhes e no modo em que escreve.

Eu acho legal definir a palavra intermitência, até onde sei, intermitência, é fazer algo e interromper, depois fazer de novo e depois interromper e depois ... e depois ...

“E no dia seguinte ninguém morreu”. No primeiro dia do ano ninguém mais faleceu. A partir daí, o livro mostra como se comporta uma sociedade em que ninguém mais "bate as botas", pessoas agonizam, todo suspiro é o último, mas nada de "passar ao outro lado".

Depois a morte volta a matar (redundante, é isso!), mas dá uma chance as pessoas entregando uma carta uma semana antes de cairem do telhado.

Até que um dia uma das cartas volta ... (Já contei muito)

Este livro pode ser dividido em três partes, uma sociedade sem a morte, o retorno da morte e seus sistema de notificações e depois todo o mistério que envolve a devolução da carta.

A personagem principal é a própria morte, aquela que a gente conhece como cadavérica e a julgamos até mesmo como injusta, mas se pararmos para pensar a morte é o personagem principal também de nossas vidas, nós somente fazemos questão de que ela seja sempre coadjuvante.

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